quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sem lados


Guerra.
É assim que se ganha algo hoje em dia, guerreando.
Tenha um lado, seja extremista, aponte o outro lado com ofensas, injúrias, e guerreie.
Não lute por um mundo melhor. Lute por um mundo unilateral, absolutista, raso.
Somos ensinados a tomar um lado desde de muito cedo.
Quando se escolhe o lado que se quer ficar, pensa-se que o outro, ou os outros lados param de existir, ou existem de maneira suja, obscura, pecaminosa.
Não existem verdades absolutas.
Não existem inverdades absolutas.
Tudo depende da nossa disposição em aceitar, tolerar, lidar.
Não precisamos de lados, precisamos de equilíbrio.
Nem tudo é tão bom quanto parece ou tão mal quanto supomos.
Enquanto não sairmos dos extremos e passarmos a ocupar meios, brechas, rachaduras, as coisas tendem a continuar como estão, ou piores.
Vale à pena viver num mundo onde os iguais se fazem diferentes, e se odeiam?
Basta para nós estarmos na posição de odiadores do oposto?
Quanto tempo ainda perderemos na busca da vitória de um lado só?
Quantos soldados mais perderemos?
O quanto de nós sacrificaremos?
Entender o outro lado talvez seja a diferença.
Fazer o certo ao invés do conveniente.
Pensar no todo e não num só.
Errar, acertar, unir, perdoar.
Tornar leve o que parece impossível.
Ter esperança mesmo quando tudo parece ruir.
Ser firme no único propósito que vale realmente à pena.
O propósito do amor.
Afinal, se o grande mundo é composto de pequenos mundos, mudar tudo nem é tão complicado assim.

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