segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Não sou...


Eu não sou o mesmo de dez anos atrás.
Entenda isso.
Os meus acertos sim, são méritos meus.
Os erros, bom, os erros são de alguém que certamente nem existe mais.
Depois de cada um deles eu fui obrigado a me refazer.
Levantei, e decidi ir adiante.
Ando sonhando tanto.
Sonho com dias diferentes, com cores diferentes.
Sonhar é necessário pra mim.
Eu não espero o concreto, sempre me encantei mais com o abstrato.
Não quero o tangível.
Por isso me apego tanto a sonhos, a realidades que eu mesmo posso inventar, a reinos onde vou de rei a plebeu.
Eu não sou o mesmo de dez anos atrás.
Naquela época eu acreditava que deveria fazer tudo em nome da felicidade.
Hoje penso em fazer tudo em nome da paz.
Tranquilidade salta muito mais aos meus olhos, nos tempos de hoje.
Quero ser sempre o que não fui.
Quero ter o que é diferente.
Me contento com os poucos amigos que tenho.
Sei que posso contar comigo, e com os meus reinos.
Lá onde puramente piso por entre as nuvens.
Onde canto canções que nem sei.
Onde criei um mundo que nem saberia que pudesse existir.
Os meus lugares só são possíveis porque eu mudei.
Porque eu não sou o mesmo de dez anos atrás.

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