E daí você sai da cama,
naquele dia em que decidiu que vai mudar tudo.
Mudanças que arquitetou
dentro do coração e da cabeça por horas, dias, meses, anos.
Vai ser tudo diferente,
pensa.
Sai de casa com um novo
ânimo, com nova esperança, e mais ciente do quer.
Age diferente, sorri
diferente, sente com otimismo.
Enxerga tudo de uma nova
maneira, um novo olhar.
E tudo isso dura, no máximo,
duas horas.
Porque saindo de casa você percebe
as mesmas coisas de antes, o mundo está igual.
Encontra as mesmas pessoas,
e elas também estão iguais, ou piores.
A frustração toma conta e o
que resta? Desistir.
Se o mundo é tão cruel
comigo, que seja. Não vou deixar barato.
Tudo volta ao normal, e você
já a mesma pessoa de ontem à noite.
Se isso é bom ou ruim, eu não
sei.
Só sei que é o que acontece.
E só acontece por um motivo.
Somos fracos.
Fracos para seguir adiante. Para
sentir dor. Para abrir mão.
Fracos para assumir que o
outro é importante, e precisa ser perdoado, elogiado, amado.
A fraqueza nos derruba.
Mas ela só chega porque
abrimos, quase que sem querer, uma brecha.
Quando arquitetamos uma
mudança, um plano, o desejo é de ver tudo realizado o mais rápido possível, há
pressa, aí erramos.
O que devemos mudar exige
tempo, cuidado, paciência.
Já dizia o poeta que numa
mudança é mais importante a direção do que a velocidade.
Então vamos lá, buscar
direção.
Sabendo que melhorar, mudar,
reorganizar faz parte de uma existência saudável.
Não há problemas estar em
ruínas.
Das ruínas vem a
restauração, o novo, o mágico, o inovador, o impressionante.
E o novo você, pode ir muito
mais longe.
E você pode se fazer novo
quantas vezes quiser.
Queira.

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