Desacostumando.
Exatamente isso, pegado o
costume e acabando com ele.
Não sou contra a rotina, sou
contra a acostumar-se, contra a achar
normal e consequentemente conceder.
Não é normal ser egoísta, não
é normal violentar corpos e ideias, não é normal.
Eu não posso me acostumar
com gente que não se esforça, que não luta, que não se dedica.
Eu não posso me acostumar
com quem só pega atalhos.
Eu não posso me acostumar
com mentiras, e invejas, e vaidades, e excessos do que não é bom.
Eu preciso me desacostumar e
querer fazer o diferente, querer ser o diferente.
Eu preciso de muito mais do
que essas convenções conformistas.
Eu preciso do que não é
igual.
Não sou rebelde, sou
sedento.
Quero mais amor, mais paixão,
mais loucura.
Quero mais intensidade e
mais frio na barriga.
Quero chuva no fim da tarde.
Quero flores no meio da
semana.
Quero amigos loucos, quero
amigos poucos.
Quero mais do que se viu.
Quero mais do que há.
Quero mais do que se está
acostumado.
O que me faz saber que
conseguirei?
O simples fato de ser um
desacostumado.

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