sexta-feira, 11 de maio de 2012

Livre


Não, eu não te julgo.
Se a sua preferência é manter-se na superficialidade, que seja.
Eu não.
Eu prefiro a intensidade, o profundo.
Eu quero saltos que me façam perder o fôlego.
Eu quero os tons mais agudos e as cores mais vibrantes.
Porque não nasci para normalidade.
Eu vim para o novo, o instigante, o impacto.
Não é uma regra, é um risco.
Quem se lança sabe que pode doer.
Mas quem se lança sabe também que ser feliz é muito mais significante.
Eu gosto do muito.
Tudo que é exagerado me seduz.
Grandes sorrisos, olhares profundos, grandes desafios.
Não paro frente a grandes dores.
Não estremeço diante dos grandes medos.
Apenas respiro, e quando o digo, me refiro a maneira mais profunda de se respirar.
Eu não levanto, eu salto.
Eu não rio, eu gargalho.
Eu não quebro, eu despedaço.
Eu não sou comum, eu sou diferente.
Não tem nada a ver com inconsequência.
Tem a ver com liberdade.
Não é um jeito irresponsável de ser.
É um jeito novo de experimentar.
E por ser assim sou capaz de ser interessante.
E por querer tudo, não tenho medo da luta.
E por ir atrás do que quero, mais hora menos hora serei completo.
E completo serei simplesmente feliz.

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