Algumas pessoas me dizem que eu mudei.
E sim eu mudei. Peso mais hoje do que a cinco anos, tenho menos cabelos, mais cicatrizes e mais histórias para contar.
Mudeis mesmo, e foi porque essa é a constante da vida, a eterna transformação.
Mas eu não deixei de ser eu mesmo, nem por um segundo. Eu continuo com uma essência exatamente igual.
Talvez hoje eu goste de coisas mais sofisticadas, de conversas mais focadas, de risos mais leves, embora eu continue a ser o mesmo menino medroso que sempre fui.
Pensando bem talvez nem seja mudar, seja simplificar. Continuo a ter fé, mas a fé que não condena, continuo a fazer amigos, mas mais por medidas de coração, continuo a amar, só que do meu jeito.
Talvez eu tenha perdido um pouco do brilho. Talvez eu tenha errado em muitos caminhos, mas eu sempre acreditei que poderia ser diferente. Eu sempre soube, de verdade, que a vida só tem sentido quando se é para o outro. Seja no sorriso, seja na palavra, seja no abraço, seja pelo simples motivo de existir.
Eu existo! Pode ser de um novo jeito, ou pode ser que você esteja me olhando de uma perspectiva diferente.
Independente disso, vou continuar existindo, e acontecendo, e realizando, aqui quase quieto, do meu jeito simples, eternizando com o dom de simplificar.

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