domingo, 24 de setembro de 2017

Tornando mais fácil...

Há quem diga ao contrário, mas se prestarmos atenção vamos nos dar conta do quanto é difícil viver.
A gente sempre tem um plano e a vida descaradamente, muda tudo.
Haja vigor para recomeçar.
Haja maturidade para entender.
Haja pernas fortes!
Acontece que se tem algo em que somos bons de verdade é em recomeçar.
Cada amanhecer é um recomeço.
A gente, diante dos novos ciclos da vida, enche o coração de esperança e vai.
A questão é: não se vive só de esperança.
A vida é ação.
E para agir, para caminhar em busca das nossas metas precisamos de uma série de armas e ferramentas. Eu não quero me atentar a todas agora, apenas uma, a que pode fazer qualquer caminho ser menos duro: o amor para com o outro.
Seja qual a direção em que você esteja indo, ame.
Seja qual a sua meta, coloque amor no trajeto.
Seja qual for o número de pessoas com quem você convive e se relaciona, dê amor.
Lembre-se, quem caminha ao seu lado, ou perto de você passa por batalhas que na maioria das vezes você nem imagina.
Respeite. Ame. Entenda. Demonstre.
Num mundo onde cada vez mais as pessoas são egoístas, seja diferente.
Vai uma verdade:
Numa vida tão concorrida, de lutas diárias tão intensas, é compreensível quando esquecemos de quem somos por dentro e passamos a agir de maneira mecânica, desprovida de afeto.
Pegue o sentido oposto.
Numa selva onde o tempo todo estão tentando nos convencer que não somos bons o bastante, competentes o bastante, bonitos o bastante, cheios de sucesso como deveríamos, seja bálsamo a quem você ama. Lembre sempre às pessoas que você convive que elas são especiais, são talentosas, são admiráveis e quanto você as ama.
O mundo já tem juízes demais.
O mundo já tem depreciadores demais.
Se for para ser alguém para quem você convive, seja quem os coloque para cima, e não o contrário.
Só o amor pode curar as rachaduras do mundo. 
Ame.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Certeza

Ontem me ocorreu que na vida, certo mesmo, é que somos sozinhos, que não importa quantas pessoas conhecemos pelo caminho, quantos amigos julgamos ter feitos, quantos amores conquistados, a experiência da vida é silenciosa e solitária.
Por mais que nos esforcemos a pensar que não, que na hora que mais precisarmos teremos amparo, que na hora do medo teremos alguém para segurar a nossa mão, creia em mim, não funciona bem assim na prática.
A vida é de dentro para fora, e ninguém realmente consegue alcançar o que há dentro da gente.
A dor que mais dói é aquela que a gente esconde.
É revelador compreender que lá fora tudo continua sem a gente. O dia continua bonito, as agendas continuam a ocupar pessoas, o trânsito a correr, só você parou, só você se engrugiu e desapareceu por um momento, e daqui a pouco pode desaparecer para sempre.
Promessas de amor romântico! Talvez o amor romântico seja uma das maiores mentiras que já contamos, e vivemos, e passamos para frente.
Não há romantismo na dor, ela é seca, e corta a gente como lâmina, lentamente.
Não há romantismo na solidão, ela é silenciosa e enlouquecedora.
Mas a vida é um grande clichê: a gente não entende o outro até passar por algo parecido, a gente valoriza quando não tem mais, e assim por diante...
Eu sempre foi um idealista romântico. Eu sempre acreditei que o amor demonstrado poderia salvar o mundo de alguém, ou ao menos torná-lo melhor. Hoje não sei...
O que sei: as piores experiências da vida são vividas no nosso íntimo, enquanto as pessoas que amamos estão ocupadas demais.
Não reclamo, constato.
Não peço.
Vou continuar a lidar com os meus demônios, como sempre, porém com novas certeza, solitárias e únicas certezas.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Escrevendo...

Eu gosto de escrever. Sempre gostei.
Não sei se escrevo bem ou não, só sei que quando escrevo coloco para fora o que sinto.
Sim, a gente escreve sobre a gente mesmo, não precisa mentir.
Nossos sonhos, nossas frustrações, nossos demônios.
Há períodos em que escrever é genuíno, fácil, natural. Há outros momentos onde, por mais que se queira, nada vira palavra.
Tem que estar em crise. Eu escrevo quando estou em crise. Penso que coração machucado grita mais alto, e assim fica mais fácil de ouvir.
Sobre dor, sobre amor, sobre futuro. Misturo tudo e coloco num blog.
Não por ter necessidade de expor, mas porque sei que lá no blog está guardadinho, em ordem, e acessível, para quando eu quiser retomar.
Tem vezes que leio desde a primeira publicação, desde o primeiro textos. Alguns sinto vergonha, confesso, porém lendo, consigo identificar exatamente os momentos da vida por qual estava passando ao escrevê-los. Faz bem.
Perceber as mudanças ou as não mudanças da vida gera reflexão.
Como não reconhecer a si mesmo imerso nas palavras que o seu coração disse?
É curador!
E por precisar ser curado, por querer me conhecer, e querer cada vez mais dar voz a um coração que não cansa de se machucar, sigo escrevendo.
Do que escrevo entendo, e me moldo, dia após dia.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sobre desistências

A gente sonha.
A gente luta.
A gente cria uma meta e trabalha por ela.
Acontece que durante o caminho, esbarramos em tanta dificuldade que nos indagamos sobre seguir ou não em frente.
Apegar-se a dura estrada que ainda há pela frente assusta, amedronta, porém olhar para a dura estrada já percorrida deve despertar em nós o sentimento oposto, deve despertar em nós a reflexão de como fomos fortes até aqui.
Esse é o cenário ideal, claro. Mas e no cenário real, como funciona?
Como reagir quando a vontade é de deixar tudo?
Como administrar o sentimento de incapacidade?
São tantos por quês que a gente trava, paralisa.
Mas eu penso, e olha que passo noites inteiras pensando sobre coisas, que precisamos, no nossa caminho, entender a diferença entre as concessões e as desistências.
Para cada escolha que fazemos na vida, acabamos abrindo mão de outro caminho, de outra escolha de outra oportunidade. E isso é bom, é maduro, é inteligente, é concessão.
Em contrapartida, do outro lado da história estão as desistências. E desistir é fadiga, é entrega de pontos, é não querer lidar mais, e querer enterrar algo. Desistir não é  algo bom, porque nunca sabemos , ao desistir, se não estamos cortando justamente o fio que nos mantém de pé.
Não desista do amor.
Não desista de amar.
Não desista das pessoas.
Não desista de tornar o seu mundo um lugar melhor.

Não desista.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Palavra e Ponto

Sinto muito, erramos.
Eu sei que a sua intenção era boa, mas não soubemos aproveitar.
Eram recursos demais, poderes demais.
Desculpe, entendemos tudo errado.
Cada um de nós imagina você de um jeito.
Cada um de nós compreende o que você ensinou de uma maneira.
O que importa mesmo é que do amor, que deveríamos ter aprendido e que supostamente deveria nos unir, bem, quase nada nos une.
A religião nos separa, nos divide, nos faz odiarmos, a gente faz guerras por causa dela, mata pessoas, destrói lugares, famílias, não importa. Em nome da fé matamos mais do que por outras razões. Desculpe.
A gente quer poder também, mais do que precisa. Queremos nos sobrepor sobre o outro. Empatia, não temos, eu sei que você ensinou sobre isso, mas perdão, não aprendemos. Para ter poder incitamos o ódio, e por falar em ódio, este sim é um sentimento que nos une. Sempre odiamos algo, ou alguém, temos essa necessidade, entende? Você falou sobre amor e respeito, e nós ouvimos ódio. Pensou diferente da gente, odiamos. Tem um discurso diferente, odiamos. Nós nos tornamos especialistas em odiar, e em agir motivados por esse ódio.
Hoje por aqui os pais matam os filhos por diferenças ideológicas, e se matam depois.
Desculpe, nós definitivamente não aprendemos que somos todos iguais. As mulheres não são, nem os negros, nem os gays, nem os deficientes. E não o digo apenas em questão a oportunidades, que definitivamente não são as mesmas, me refiro a sentir-se igual, a não ser violentado na rua, a não receber ameaças na internet.
Sinto muito mas não sabemos, de um modo geral educar as nossas crianças. Temos um discurso educacional e de formação com um texto pronto sobre desigualdade. Sim, os ensinamos primeiro sobre o diferente ser ruim, e não o contrário.
Desculpe mas estamos destruindo tudo. O planeta, as águas. A gente se importa muito pouco, ou quase nada, com quem virá em seguida. E por não nos preocuparmos, tanto faz como encontrarão as coisas por aqui.
As lições de fidelidade e lealdade, sinto muito, não aprendemos direito. Na verdade a gente se importa muito pouco com o outro, com o que ele sente e como reage.
Hoje em dia falamos muito sobre liberdade. A de expressão, a sexual, a financeira, a gente só esquece que as barreiras que nos prendem são postas por nós mesmos.
Pouca gente se apaixona, desculpa. Se tem alguém por quem somos definitivamente apaixonados esse alguém somos nós mesmos. Nos amamos. E em nome desse amor passamos por cima dos outros, mentimos, enganamos, e fazemos tudo, tudo o que for preciso.
E não adianta opinar, formular, dissertar. A nossa opinião será esquecida em dois cliques, porque se tem algo veloz hoje em dia é a informação, quase não damos conta de memorizar nada, de demorar em nada, de nos aprofundar em nada. Somos soterrados a todo instante por informações e imagens e mensagens, desculpe por isso.
Continuam a valer os clichês: valorizamos quando perdemos, compreendemos quando não há tempo.
A gente não entende mesmo de amor, e sim, eu sinto muito. A gente prefere dizer eu te amo frente a uma lápide à uma janela. Prefere visitar no hospital à uma xícara de café em casa, na sala. Prefere chorar sobre as fotos antigas à um ombro.
Desculpe, mas se você olhar bem, aqui não tem sido um bom lugar. É lindo, eu sei, mas tem sido difícil demais buscar equilíbrio diante de tanto caos.
Mas nem tudo está perdido, tem gente muito boa, solidaria, que ama você e demonstra, tem gente que não faz distinção das Marias, Joanas, Anas, nem as que nasceram assim, nem das que se tornaram. Tem gente que respeita o diferente, que exercita a tolerância. Tem gente que faz isso tudo valer à pena. E gente que não desiste. E enquanto houver quem não desista estaremos aqui, na esperança de que um dia a gente aprenda.

domingo, 11 de setembro de 2016

Depende...

Das coisas que a gente aprende com a vida, a de que nada pode nos surpreender talvez seja a mais importante.
Nada pode nos surpreender.
Somos humanos, e a nossa humanidade justifica tudo, dos mais nobres aos mais sórdidos gestos.
O fato de que somos capazes de tudo, não pode, em hipótese alguma, nos fazer ter a sensação de "tudo bem".
O tudo bem frente as coisas da vida faz com que sejamos acomodados e acovardados.
De repente nada nos assusta mais, nem nos encanta, porque está tudo bem.
Mas não está!
Não está tudo bem!
Há o inevitável em nossa vida.
Há o amor que acaba.
Não ter dinheiro.
Ter ódio.
Há o tropeço, o fracasso.
Há a dor a solidão.
Sobre a maioria dessas coisas, não há nada que possa ser feito.
As inevitabilidades da vida tem esse nome exatamente por não poderem ser controladas, porém, como se comportar frente as inevitabilidades é algo passível de decisão.
O amor acabou, opto por respeitar.
O dinheiro acabou, opto por consegui-lo de modo honesto.
Há ódio, escolho o exercício do perdão.
Há dor e solidão, escolho um novo caminho.
A sensação de fim de estrada não é justa.
Sempre que acaba um caminho, há outro para começar,
Sinal de inteligência e de sucesso futuro: começar os novos caminhos de maneira justa, honesta e respeitosa. Plantando coisas boas, não haverá colheita ruim.

domingo, 28 de agosto de 2016

Consertar

A vida da gente é engraçada demais.
A gente espera, planeja, se dedica, põe todas as esperanças e quando acontece: nada de diferente dentro da gente.
Eu costumo pensar que a vida está aí, nos dando e nos tirando na mesma proporção.
Das coisas que aprendi. uma das mais latentes na minha personalidade foi a ação de consertar.
Consertar é o ato de devolver utilidade.
Engana-se quem pensa que apenas coisas são consertáveis, não, coisas, relações, pessoas, tudo pode ser consertado, tudo pode ter a sua utilidade devolvida.
Acontece que, mudança é porta que se abre por dentro.
Pessoas e relações são muito mais complicadas de serem consertadas que coisas.
Embora tudo possa ser consertado há relações que não se consertam.
Você pode até querer.
As tradições podem dizer que sim.
Quem está de fora pode dizer que sim, mas não dá.
Não se arruma.
Há tanto desgaste, que não junta mais.
Não é magoa, não é sentimento ruim.
É fim de caminho, não tem mais como ir adiante.
Daria até pra dizer que sente muito, porém, quando dentro da gente há a certeza de ter se feito tudo, mais que tudo, não tem como sentir pesar.
Tem coisas que acabam.
Acabou.