terça-feira, 3 de julho de 2012

Por mim, tudo bem


Não se engane, ninguém fala a verdade em cem por cento do tempo.
Há vezes em que é necessário dizer: vai dar tudo certo! Mesmo que por dentro seja difícil de acreditar.
Eu não quero ter relações baseadas em verdades extremas.
Quero a leveza das mentiras doces, daquelas: seu macarrão ficou uma delícia!
Quero sentir-me amparado e rodeado por pessoas reais, que erram.
Não. Chega de idealizar relacionamentos – e quando digo relacionamentos me refiro a todos os tipos deles – quero humanidade.
É a nossa humanidade que nos dignifica, nos abrilhanta e nos torna interessantes.
É o fato de não acertarmos sempre que faz a vida ser tão possível.
Eu não sou perfeito, eu quebro vinagres.
Eu não sou tão seguro, e travo falando inglês.
Eu não sei disfarçar quando estou com saudade.
Eu gosto do ser humano, gosto de gente.
Até porque ser gente é ter começo e fim, o meio a gente coloca o que quiser nele.
Eu prefiro colocar risos e realidade, sonhos e lágrimas, alegrias e medos, tristezas e coragem.
Eu prefiro o dramalhão à normalidade.
Como disse o poeta:
“Mentiras sinceras me interessam”
Sim, definitivamente elas me interessam.

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