Cicatriza, não se preocupe.
Não há nada que eu possa te pedir.
Se existe coisas que você poderia ter feito? Sim muitas.
Mas eu, pedi-las? Nunca.
Não é orgulho, não é.
É consciência, sabe?
É auto preservação.
É tentar manter-se firme.
Leia-me, tentar.
Porque conseguir, é bem diferente.
Sim, eu queria ser cuidado. Queria preocupação.
Mas a tendência que eu percebo - eu percebo, não é um
dado, nem ciência, é a minha percepção - é que sacrificar-se pelo outro é algo
em extinção.
Se eu me preocupo, ou pseudo-preocupo, pego o meu celular,
que está provavelmente no bolso, e não precisa nem de um braço totalmente
esticado para alcançar, e telefono.
Um telefonema, de uma ligação que custa alguns centavos,
parece valer o zelo, o cuidado que supostamente deveríamos ter com as nossas
relações.
O correto de verdade, seria desanimar, já que desentendo,
desanimo.
Mas não. Vou continuar acreditando que pode existir amor.
E continuar a defender que amor só é amor se vier
acompanhado de ação.
E essa ação, na maioria das vezes é sacrifício.
E sacrifício não é qualquer um que pode fazer.
Tem que ser grande, tem que ser nobre, tem que ser
diferente.

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