quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Por merecer mais...


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 "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos.” Charlie aprendeu e ensinou isso no filme “As vantagens de ser invisível”, e eu aprendi como Charlie.
É mais uma questão de entender-se do que de culpar a vida, o mundo, o universo, pelas nossas oportunidades, ou pela falta delas.
Por mais que possa parecer impossível libertar-se de uma situação de cárcere, por mais que seja impensável abandonar os velhos relacionamentos, e os velhos amigos, e tudo o que nos faz mal, é possível sim. E isso tudo é possível à partir do momento em que não se aceita mais as misérias dos outros, nem da vida.
Eu mereço mais, e por isso não vou me prender a nada nem a ninguém que possa despertar em mim as dores que não quero sentir, o pessimismo que não é meu, a insatisfação que não mereço.
Eu quero é mais, e quero simplesmente porque mereço mais.
Mereço ser amado e lembrado.
Mereço que quebrem a rotina por minha causa. Mereço compromissos desmarcados, porque meu tempo não é bastante.
Mereço sorrisos, presentes, cartas, mensagens, post its no computador.
Mereço elogios e correções.
Mereço muito mais do que tenho tido.
Sempre ouvi que na vida, chega-se a um momento onde as migalhas não satisfazem mais. Chegou para mim.
Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos.

Regra.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Aceitação

Opte por apenas um caminho, o do amor!
Há certas coisas na vida, que por algum motivo, não podemos mudar.
Por isso, opte pelo caminho do amor.
Por mais difícil, por mais que doa, tente olhar por outra perspectiva.
Aceitar pode até ir contra a tudo o que você sonhou, a tudo o que você aprendeu a acreditar, mas não dói apenas em você, tenha certeza disso.
Sempre há dois lados num conflito, e o outro lado, pode estar ali involuntariamente, sem ter pedido, apenas sendo vítima do que se é, do que a natureza construiu.
Quem opta pelo caminha mais difícil?
Quem decide pela rejeição?
Quanto dói uma rejeição?
Opte pelo caminho do amor.
Zelo não é cárcere.
Cuidado é aceitação.
Viver é parceria.
Quando se toma um caminho diferente do caminho do amor, o lado mais fraco e machucado da batalha torna-se susceptível, e os danos podem ser irreversíveis. 
Quantas vezes na sua vida as coisas já fugiram dos seus planos e mesmo assim você encontrou uma maneira de seguir em frente?
Quantas vezes você já pensou que não suportaria, e venceu?
Não tente nenhum caminho diferente do de amar sem medidas.
Não queira nada diferente de aproximação.
Não faça nada diferente do que o seu coração pedir. Diferente.
Diferente.
Diferente, ame o que a vida lhe trouxe como diferente.
Ame e viva.
Se for muito duro, lembre-se do que disse o poeta:
"Viver é um rasgar-se e remendar-se" 
Portanto, rasgue-se e remende-se, mas opte pelo caminho do amor.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Do que foi




Acabou. Fim.
Efêmero, findado.
Após o que se pensou ser, valeu a máxima:
Receba o que oferece, ou não receba nada.
Não importa o nome, era o que se tinha.
Árduo, intenso, real.
Não importa o nome.
Solidão.
Não é um com outro em alguns momentos, é um, e um contra todos.
Sinta o que quiser, mas não se pronuncie.
Para estar,  para servir, seja mudo.
Não estão prontos para ouvir.
Não conseguiriam entender.
Siga só, com a cara que eu quiser, quando eu quiser.
Não levante-se. Não estenda-se. Não é você,é tipo.
Endureça. 
Proteja.
Enrase-se.
Não cometa, não comprometa.
Lide você mesmo, e em silêncio,
Obrigado!


terça-feira, 17 de março de 2015

Há que se entender...

Eu choro, sempre.
Não me detenho, nem me envergonho.
Seja assistindo um filme ou lendo um livro, choro.
Cientificamente não sei como funciona, mas simploriamente penso ser a famosa lei da ação e reação. O nosso cérebro recebe um estímulo, e como reação nos pomos a chorar.
Eu sempre me orgulhei das minhas lágrimas, as de alegria e as de dor.
Eu não teria tantas belas historias se tivesse me blindado a não me emocionar em algum momento da minha vida.
Há quem pense que lágrimas demonstram fraqueza, pobre pensamento, lágrimas são sinais de sensibilidade, de humanidade.
Há que se entender de lágrimas para se compreender sorrisos.
Quem dera todos tivessem um ombro para chorar, ou alguém que destinasse um minuto apenas para entender do que sente o outro.
Mecanicidade. Relações cada vez mais egoístas, onde na aspereza, quase que narcoticamente se imagina ajudar. Tolice.
O que se precisa, na maioria das vezes, é compreensão à conselho. É toque à palavra.
Se você não se coloca a ouvir ninguém, qual a razão da sua existência?
Se você está ocupado demais para parar o olhar, de vale suas conquistas?
Ninguém tem amar por obrigação, a menos que se comprometeu com o amor.
Eu sempre choro.
Ultimamente choro porque dói.
É como se fosse um filme triste, mas é uma história minha, só minha, sem mais personagens, mas como todo o filme, com alguns poucos expectadores, e são ocupados demais.
Se eu puder deixar algo escrito na pedra será: olhe para os outro e faça por ele o que gostaria que fizesse para você.
Eu também diria: renda-se a ação e reação que provoca a lágrima, não se detenha frente às emoções da vida.

Permita-se ser intenso a ponto de nada mais importar. Só o amor. E amor demonstrado.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Por mais...



Não há nada que me emocione mais do que gente que contribui, que faz sua parte.
Não há nada mais honesto e bonito do que acrescentar a quem quer que seja, o que quer que se tenha.
Já temos muros demais.
Já temos amarras demais.
Precisamos de mais liberdade.
Precisamos de menos criticas e mais bons exemplos.
É de gente que inspira a gente que estou falando.
Aquela pessoa que poderia apenas viver em seu mundo, mas resolve escancarar as portas e oferecer-nos do que estamos tão carentes.
E sim, estamos carentes. Carentes de gentilezas, de sorrisos, e de pessoas em quem confiar.
Estamos carentes de amizades que nos aproximam da nossa essência.
Não se vê mais, a essa altura, relacionamentos sendo criados desprovidos de interesses.
É de músicas que tocam o coração que sentimos falta.
É de cheiro de bolo no forno.
É de barulho de chuva.
Estamos sempre ocupados demais em busca do que costumamos chamar de objetivo, mas que não temos bem certeza do que é, nem como estaremos ao chegar até ele, nem se chegaremos.
É de gente que ajuda o outro que o mundo está carente.
É de otimismo e senso de humor.
É de gente que muda o dia da gente sendo simples.
É tudo árduo demais.
Bondade ameniza.
Amenize-se.
Seja bom, ame.
Lembre-se que todo mundo ama, que todo mundo sonha, que todo mundo é filho de alguém, e às vezes, fazer essa pessoa se sentir especial é tão simples, e gratuito.
Por um mundo melhor.
Por um mundo de mais amor.
Por um mundo perfeitamente imperfeito.
Por menos julgamentos e mais mãos estendidas.
Por mais sonhos virando realidade.
Por mais.

Simplesmente mais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Ok?

Desaprendemos, não teve jeito.
De certo modo endurecemos, mudamos.
Era para ser diferente, claro que era!
A receita inicial era outra.
O ideal seria:
Amor, respeito, zelo.
Se assim fosse teríamos:
Bons relacionamentos, tranquilidade, felicidade.
Mas o que fizemos no geral?
Nos fechamos.
Nos fechamos tanto, que ficou difícil ser tocado.
Quem diz gentilezas – puxa saco.
Quem nos corrige – invejoso.
Quem nos demonstra cuidado – interesseiro.
Perdemos a sensibilidade aliada ao bom olhar.
Nos fechamos num mundo de ideias nossas, absolutas, e o que o outro pensa? Bom, o que o outro pensa não importa. Eu sei, eu vou, eu quis, frases feitas para que quando a coroa venha num final árduo, encerremos com um: “eu conquistei sozinho!”
São pessoas se orgulhando de terem vencido sozinhas aos montes por aí, mas não há dedos que contem quantas outras pessoas, que poderiam ser aliadas, foram impedidas de participar da jornada, por mero capricho, ou inabilidade de dividir, compartilhar, comunicar.
Não nos emocionamos mais.
Antes, nos dávamos ao direito de ver a beleza do simples, de contemplar o cotidiano.
Uma história de amor para nos emocionar hoje precisa ter artifícios extremos, de preferência dois adolescentes apaixonados, câncer, morte, tragédia.
Ok?
Não!
Não podemos deixar que apenas o extremo nos toque.
É preciso dar valor as coisas simples, corriqueiras, diárias.
Desarmar-se a ponto de aceitar elogios, ajuda, conselhos, afeto.
Reprogramar-se a ponto de elogiar, oferecer ajuda, dar afeto.
Nem tudo é tão absoluto que não possa ser repensado, revisado, reavaliado.
Ninguém é tão mal que não mereça outra chance.
Nenhum amor é tão bonito quanto o que esta acontecendo agora.
Nada é mais importante do que ser portador de alegria.
Tudo vale mais à pena quando escolhemos o caminho da amabilidade.
Faça um teste.
Ok?



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Fabricio

Quanto valem dez anos?
Como se mede isso?
Primeiro a gente pensa que não vai conseguir e de repente, dez anos!
Eu pude ver nesse tempo tantas mudanças, tantas transformações.
Eu pude participar de tantas alegrias e vencer tantos obstáculos.
Dez anos passam muito depressa.
Há coisas que a gente vai esquecendo pelo caminho. A memória trai o coração.
Lembro muito pouco da sua voz.
Em compensação, lembro-me como se fosse hoje do 15 de Outubro de 2004. Lembro-me de como o chão se abriu e tudo rapidamente ficou cinza.
Lembro do sino tocando. Lembro dos abraços, e de olhar para as pessoas e ver a dor em cada uma delas.
Lembro-me como se fosse ontem do dia em que você partiu. Estranhamente partiu.
Nas nossas vidas ficou uma lacuna que nunca foi preenchida.
Não se esquece de alguém como você, que chega, ensina, muda tudo e vira anjo.
Não se esquece de tudo o que você promoveu.
Amar definitivamente não é para qualquer um.
Como um garoto, tecnicamente inexperiente, pode ensinar tanto sobre ser bom?
Eu nunca terei essa resposta.
O que sei é que amor genuíno nasce com a gente, e que quando a gente opta por ser uma pessoa boa, e melhor a cada dia, em fazer o bem, em acreditar que quem recebe o bem, fará o bem, e isso se torna uma corrente capaz de mudar o mundo, o universo conspira a nosso favor. E isso você fez, e o fez grandemente.
Costumo pensar na linha da sua existência como um anjo que chegou, mudou tudo, e voltou a ser anjo. Isso ameniza a dor.
Amor. Quanto amor.
Saudade. Quanta saudade.
Imaginar que tipo de homem você seria agora. Qual carreira teria seguido, se já teria filhos e esposa. Tudo é estranho.
De qualquer forma, daqui a pouco serão mais dez anos, e mais dez, e mais.
A mim, cabe a saudade.
Aos que te amaram, a mesma coisa.
Mas a saudade dá lugar a gratidão, por ter sido tão privilegiado em te ter por perto, nos melhores momentos da minha vida.
Daí do céu olha por nós.
Seus amigos sempre falam de você.
E eu não acredito que você não está aqui há dez anos.
Um dia a gente se reencontra.

Com amor,

Padrinho