quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Aprendendo

Felicidade é algo que se aprende.
Quando se aprende, melhor fica a vida, mais intenso fica viver.
Felicidade para mim é proporcional a liberdade.
Só os livres são felizes.
Quando digo livres, digo os livres de si mesmos.
Quando se permite libertar-se, e aí que se descobre o quão prazerosa a vida pode ser.
E prazer é bom demais.
Prazer ao acordar de manhã, ao sair da cama.
Prazer em fazer o que se tem para fazer durante o dia.
Prazer em se trabalhar da melhor maneira que se pode.
E tudo fica diferente.
As pessoas podem até não perceber.
Mas a gente, dentro da gente, sabe que mudou alguma coisa.
Que a gente começou a crescer, a desenvolver a equilibrar.
Não é dar valor ao óbvio, e entender do que está além do que os olhos vêem.
Não é sobre o que as coisas são, é sobre o que elas significam.
E a gente não ama apenas o que o outro é.
Amamos a sensação que ele nos dá. Amamos o significado.
Descobrir que a felicidade não é sobrenatural, é algo aprendido, muda a gente.
E muda para melhor.
E quem não quer ser melhor?
Ser melhor para gente mesmo.
Porque quanto melhor nos sentirmos, mais atingiremos o outro.
E é isso.
Mudanças positivas em cadeia.
Felicidade que se descobre.
Prazer em se viver o hoje.
Nós mesmos, e equilíbrio emocional lado a lado, dividindo a mesma frase.

Minha dica: vale à pena experimentar.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Daqui do banco dos trinta...

Possivelmente seu eu tivesse prestado mais atenção quando me diziam que com o tempo tudo se ajeita, eu tivesse sofrido menos.
Há sempre os conselhos daqueles dizendo que quando formos mais velhos entenderemos tudo de um jeito diferente.
E não é que é a mais pura verdade?
É só quando se chega nessa fase da vida, a de obrigatoriamente ser adulto, que as coisas parecem ser mais claras.
Tudo tem um sabor novo. Tudo é experimentado de outra maneira, e a sensação é a que cada dia é tão melhor.
Estou adorando envelhecer. Sim, envelhecer! Já não sou mais um garoto, os primeiros cabelos brancos já deram o ar de sua graça, dormir é diferente, a sensação de que o corpo mudou é real. Mas e por dentro? O que mudou por dentro? Me pergunto isso todos os dias.
É só com o passar do tempo que a gente abandona aquela euforia adolescente, e começa a saborear  tudo de uma maneira mais consistente e profunda.
É quando se cresce que se percebe que amigos são necessários independentemente de onde se esteja, e para onde se vai.
É nessa fase da vida, que  damos conta, definitivamente, que depositar tanto de si no seu trabalho, não é uma obrigação, é exercício de talento.
Nesse momento da vida, podemos respirar fundo e sentir saudade, não dor, apenas saudade, pura e forte, porque com as experiências vividas, já sabemos que há pessoas que nos certamente nos deixarão, outras que irão para perto de Deus,  e outras que simplesmente seguirão caminhos diferentes, e isso é inevitável.
É aqui, nessa etapa da vida que os sorrisos de quem amamos acontecem sempre em câmera lenta, só para que possamos pensar, durante a fração de segundos em que eles acontecem, quanta sorte temos!
É quando  crescemos que entendemos os nossos pais, e percebemos o quanto nos parecemos com eles.
Nessa fase da vida os valores se solidificam, aquilo que acreditamos ganha intensidade, e a felicidade é tão mais possível.
Pode ser também, que aconteça tudo assim, pelo fato de estarmos mais equilibrados, sim, com a idade chega o equilíbrio. Conhecendo melhor a nós mesmos sabemos os nossos limites, e respeitar isso, é  um maneira de se ter plenitude.
Aprendemos, agora adultos, que há motivos pelos quais não adianta bater o pé, embirrar, tudo, leia-me, tudo acontece por uma razão de ser, e desacontece também.
É vivendo e aprendendo que damos conta que a felicidade da vida acontece em pequenos momentos, e esses pequenos momentos surgem, na maioria das vezes, quando não estamos prestando atenção. Por isso é tão importante não desperdiçarmos, nem olhares, nem abraços nem sorrisos.
É aqui, nessa fase da vida que percebemos que tolerância é um segredo, e que preconceito é uma atitude aceitável, mas não justifica discriminação alguma.
É daqui, do banco dos trinta em diante, que sentimos na carne a velocidade do mundo.
É agora, que o dom de eternizar gestos se faz cada vez mais importante.
É experimentando, que se ganha propriedade para falar sobre.
É observando, que o simples se torna indispensável que o milagre acontece, e acontecendo, nos melhora, nos engrandece, e nos faz entender que tudo o que passamos, as batalhas que ganhamos e as que não, foram momentos de um caminho, e que tudo isso fez de nós o melhor que queríamos ser, e que o que acontece hoje, nos melhora para o amanhã, e que no fim das contas a vida é isso, crescer, entender, e ser melhor, diferentemente melhor.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Bem feito

Qual a medida do fazer bem feito?
Qual é o parâmetro?
O bem feito está em quem realiza ou em quem contempla a realização?
Na vida é assim, uma lista enorme de muitas certezas, uma delas é a de que teremos de fazer muito.
Fazer, realizar, produzir, tudo a mesma coisa, e desde cedo essa é a máxima.
Mas como ser justo, do ponto de vista contemplativo? Ou melhor, como julgar que quem fez, “fez bem feito”?
Ninguém é orientado a não realizar.
Eu penso que a não realização se dá por três motivos:
- Não sei fazer: porque ninguém nasce sabendo, e precisamos ser ensinados, e quanto melhor ensinados, motivados e treinados, mais sucesso nas realizações.
- Não consigo fazer: por aptidão e talento, que as vezes se tem e as vezes não.
- Não quero fazer: aí é uma questão de escolhas e isso é muito pessoal.
Quando nos colocamos na posição de analisadores e não de realizadores percebemos o quão difícil é ser justo com quem faz, com quem realiza.
O meu bem feito, pode não ser o seu, mas o seu, ainda que eu não consiga perceber, pode ser o seu melhor.
Ninguém quer ser visto como incompetente, desleixado. Há, mas não entro em mérito, os desonestos, oportunistas, mas julgar todos assim é imbecilidade.
O ser humano faz. E faz pare ser reconhecido. Faz para ser elogiado. Faz para receber um olhar de gratidão. Faz coisas pequenas, que somadas, mudam o mundo. Faz grandes coisas, que percebidas, mudam a história.
É preciso acreditar em quem está conosco, nas suas potencialidades, no seu desprendimento, só assim reconheceremos o bem feito.

Antes de me colocar no lugar do outro, tentando perceber seus motivos, suas emoções, suas limitações, todos os meus argumentos e análises são tolos e descartáveis.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Como assim foda-se?

Como assim foda-se?
Virou lema: foda-se!
As pessoas usam a expressão acima para definirem-se ou mesmo como um grito de liberdade.
“Vamos ser felizes e foda-se o resto!”
Que resto?
Não tem como dizer foda-se o resto.
O resto é muita coisa.
Esse grito me parece típico de um sustentado ou de um irresponsável.
Eu não posso sair para ser feliz e deixar o resto se explodir.
Isso não é libertador, ao contrário, é ainda mais atormentador.
Viver não é fazer apenas o que se tem vontade.
Há também o que se fazer porque é necessário.
E se o cirurgião pensasse: Foda-se o anestesista, vou operar sem ele! Daria certo?
O segredo de se viver bem está no equilíbrio.
Nada extremista resolve por muito tempo.
É até compreensível que muitas vezes trata-se de alguém tão cansado, subjugado, obrigado, que quer romper com o que oprime e manda tudo às favas.
O problema é a cultura que se cria em volta disso, são os monstros que alimentamos nos moldes do “seja feliz e não se importe com o outro, com o que ele sente, muito menos com as coisas, e o valor que elas têm.”
Não podemos esquecer que as nossas atitudes não reagem somente em nós mesmos, elas reagem no nosso meio.
Para realmente decidir o que excluir, desprender da nossa vida, o melhor caminho é analisar, pensar, descobrir quem somos, reconhecer o nosso papel no mundo, e aí sim, conscientemente romper com o que tanto queremos carimbar com o tal do foda-se.
O sinal está aceso. Se há algo que precisa ser mandado para longe nota-se um desequilíbrio.
Faça o que tem de ser feito.
Entre fazer por fazer, e fazer do jeito certo, escolha o segundo. Isso sim pode ser libertador.


domingo, 7 de julho de 2013

Como seria?

E se tudo fosse como tivesse mesmo de ser?
E se o amor dedicado retornasse na mesma proporção?
E se realmente aprendêssemos a cada erro, como seria?
Se as noites fossem amigas?
Se dormir fosse fácil?
E se a gente entendesse que gente erra mesmo, e por isso tolerasse mais?
Se a gente perdoasse a ponto de esquecer, como seria?
Se o nosso coração fosse calmo?
Se os pensamentos que habitam nossa mente fossem leves e pacientes?
Como seria se cada um cuidasse de si a ponto de alcançar o outro?
Se entendêssemos que há diferenças e isso não nos diminui, nos acrescenta?
Como seriam dias de otimismo?
Como seria não ter medo de chuva? De cinza? De escuro?
E se nós realmente entendêssemos que o que plantamos hoje ,colheremos amanhã?
Imagina que incrível seria, se percebêssemos que o que fazemos com o nosso sorriso, pode mudar o outro?
Como seria se tivéssemos esperança a ponto de tudo enfrentar?
Como seria se coisas simples nos satisfizesse?
Como seria ser simples?

Como seria ser feliz?

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Para nunca mais voltar...

“Quem somos nós?
No que nos tornamos?
O que nos mantém?
Me pergunto em que momento do caminho tomamos direções tão opostas.
Concretizo o verbo do meu amor em relação à você.
Sempre foi assim.
Te olho, te vejo, te percebo.
Digo: tudo vai dar certo.
Guardo os teus segredos, vivo tuas histórias.
Faço guerras por você, por amor.
E espero.
Espero por um interesse na minha vida, nas minhas coisas, nas minhas melhoras.
Espero por um gesto humano, amoroso. Só espero.
Nossas conversas são sempre sobre você.
Se falo sobre mim, seus olhos não me olham, e outro assunto nos interrompe, e novamente eu não sou mais importante.
Não se trata de carência. Nem de necessidade excessiva de atenção.
Trata-se genuinamente de amor.
Afinal de contas eu jurei amor.
Pare e analise: das pessoas que estão ao seu lado, quantas estão porque simplesmente amam você?
O que aconteceu conosco?
E se tudo não passasse apenas de ilusão?
E se até agora só eu amei?
Não sei como quero me sentir daqui pra frente.
Sei apenas como não quero me sentir.
Estou mudando a minha vida para um cômodo novo.
Não poderei levar todas as coisas.”
Deixou isso num papel amarelo sobre a mesa.
E se foi. Provavelmente para nunca mais voltar.



terça-feira, 11 de junho de 2013

Eu faço

O tempo cura tudo.
Já acreditei nisso, sabia?
Pensava que era só esperar, que milagrosamente tudo se resolveria.
Passou o tempo e o que descobri , na verdade,  foi o seguinte: não é tão simples assim!
Pensar que o tempo é o responsável por ajeitar, curar, mudar tudo, é conformismo demais.
Não é o tempo que ajeita, é o trabalho.
Não é o tempo que cura a ferida, é o como a medicamos, como cuidamos dela.
Não é o tempo que muda o que somos, somos nós, o que decidimos, o que planejamos, o que executamos.
Hoje eu sei que para que o tempo surta o seu efeito, eu preciso parar, entender, decidir, tomar uma atitude transformadora.
Se eu for esperar o tempo para mudar as minhas frustrações, eu viverei frustrado para sempre.
Se eu esperar e esperar para que as coisas aconteçam, daqui a pouco, passou, perdeu-se, pode ser que eu não consiga mais.
Eu preciso de tempo apenas para entender.
E quanto mais eu entendo, mais eu posso.
Porque conhecer-se, saber dos seus limites, das suas possibilidades, das suas construções e desconstruções pode ser determinante na hora de se conseguir o que mais nos interessa, o que nos motiva, o que nos faz ser quem somos, conquistar a tal felicidade.
Se há tempo, faça você mesmo.