sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Quem disse...

Quem foi que disse que decepção não mata estava bem por fora.
Mata! Claro que mata!
Dia após dia morre dentro gente a admiração, o respeito, e por consequência a relação.
Há quem diga que a decepção nasce da criação exagerada de expectativa, pondo assim, a reponsabilidade da frustração no frustrado, pode até ser, mas se pararmos para pensar, nem tudo pode ser considerado expectativa, há também as convenções.
O que é convencionado, ou seja, definido por um código de conduta, não é esperado por ninguém como expectativa. Deveria vir, apenas porque deveria, porque é estabelecido e ponto.
Mas não vem. E quando não vem decepciona, e decepcionando machuca. Desacredita, desestimula.
Pensar em como o outro se sente, e por isso medir a atitude não é apenas sinal de boa educação e respeito, muito menos uma questão de humanidade, é sim sinal de nobreza.
Reduzir o outro, desrespeitá-lo, emburrecê-lo, não faz do agressor alguém maior, ou mais importante, nem mais inteligente ou poderoso, do contrário, sempre que a nossa ação é mesquinha, quem acaba diminuído somos nós mesmos.
Mas tudo isso pode ser besteira. Afinal, o que vai contra ao intransigente, segundo ele, é bobagem.


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