Sim, não vai voltar.
Por mais que as mãos se
juntem, os pensamentos alcancem, não vai voltar.
Embora haja o desejo intenso
de fazer melhor, de reparar, foi-se, e para sempre.
É difícil pensar em como
continuar.
Como sobreviver agora?
Como voltar a andar?
Para onde ir?
O mais interessante é que de
uma forma ou de outra, essa é uma certeza:
Chegará um dia em que
simplesmente não estaremos mais juntos.
Em que alguém terá ido,
partido.
Se eu pudesse fazer algo
quanto a isso.
Se eu tivesse tido tempo de
consertar.
Se eu tivesse tido coragem
de dizer.
Talvez esse choro doeria
menos, talvez essa dor teria outro significado.
As pessoas vão.
Para outro lugar, para outra
dimensão, mas vão.
O que importa é a
honestidade em lidar.
É o amor conjugado.
A presença reconhecida.
O que vale a pena, penso eu,
é provocar admiração.
Ter atitudes tão impactantes
que te admirem, e ver isso nos olhos.
Uma das maiores experiências
é reconhecer no olhar do outro, o amor pelo que você é, pelo que você representa.
Deixa partir.
Deixa viver.
Deixa experimentar.
Porque um dia será assim,
estaremos sós.
E quando o for, que seja o
fim de uma linda história.
Que poderia ter sido um
conto, um filme, um livro.
Mas não foi.
Foi real.
Foi vida.

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