Impossível entender as
pessoas, tenho certeza disso.
Na realidade eu nem quero
entendê-las, nem compreendê-las. Enquanto eu puder respeitá-las para mim, está
de bom tamanho.
Todos somos diferentes. Ser
diferente é o que nos torna únicos e interessantes.
Não que eu concorde com
qualquer expressão de pensamento. Não que eu acredite ser possível manifestar-se
embebido em falta de cultura, de bom senso, de inteligência.
Eu acredito que a vida seja
breve. Breve o bastante para que mal a percebamos passar.
Quando nos damos conta já é
noite, ou os cabelos embranqueceram, ou o presente tornou-se passado.
O que eu quero da vida são os
amores, os risos, as dores e as superações.
O que eu quero da vida é a
dignidade.
Não há alegria sem dor.
Não há êxito sem tombos.
Não há orgulho sem vergonha.
Por mais que todos vivamos
na ânsia de ter uma leitura correta sobre a nossa existência, o charme está no
elemento surpresa, a graça está em saber que nem tudo tem graça, mas de tudo se
pode fazer graça.
Optar por senti de uma
maneira leve e deixar isso invadir, inundar os nossos relacionamentos e relações,
faz a diferença.
Sentir leve, significa para
mim, que sou intenso demais, dar a importância devida ao que é importante,
simplificar a vida, reestreitar os laços, rir do que não deu certo e tentar
mais uma vez.
Eu não entendo tudo de mim. O
que sei de mim é somente o que me põe em pé.
Porque no fundo, nós todos, somos
partes de um contrário que se encaixa como uma luva.
Somos perfeitos.
Somos antagônicos.
Por que não dizer antagonicamente
perfeitos?

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