A primeira vez que fui a
casa de uma amiga, soube que a mãe dela tinha me achado demasiado infantil.
Isso já faz uns 16 anos.
Ainda hoje eu não sei
direito como me comportar quando me apresentam a alguém.
Eu não sei direito que
assunto tocar.
Eu sou bom com crianças.
As pessoas pensam que eu não
gosto delas, mas eu gosto sim.
Gosto de palhaçadas, e de
piadas e de brincadeiras onde me sinta livre.
Eu sou grande e alto, mas no
fundo ainda me sinto como criança.
Hoje com 30 anos, tenho uma
dificuldade enorme de me reconhecer adulto, embora viva como um, haja como um,
trabalho e realizo como um adulto, mas no fundo sou um menino.
E reconheço essa meninice na
minha maneira de sentir.
Eu não sinto como um adulto.
Eu sinto como criança.
Sinto de verdade.
Sinto com intensidade.
Eu amo como se deve amar,
sem reservas, sem limites, sem mentiras.
Eu não sou bom a todo o tempo,
ninguém é.
Eu sou menino de pés no chão,
que espera a mãe, no portão.
Sou menino tímido que não sabe
direito como abraçar o pai.
Sou criança que divide o
lanche com o amigo.
Tenho olhar de criança, que
demonstra todo sentimento.
Tenho sensibilidade de
criança, e choro.
Mas sobretudo, amo como
criança, e me entrego aos meus sonhos e ao amor tal qual a criança que pula nos braços de quem confia,
sem medo, sem arrependimentos.
Aquele garoto infantil ainda
existe, e eu sinceramente eu espero uma só coisa.
Que ele viva em mim para
sempre.

*-* lindo Tiago. Parabéns e realmente continue assim ;D
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