segunda-feira, 4 de junho de 2012

Como criança


A primeira vez que fui a casa de uma amiga, soube que a mãe dela tinha me achado demasiado infantil. Isso já faz uns 16 anos.
Ainda hoje eu não sei direito como me comportar quando me apresentam a alguém.
Eu não sei direito que assunto tocar.
Eu sou bom com crianças.
As pessoas pensam que eu não gosto delas, mas eu gosto sim.
Gosto de palhaçadas, e de piadas e de brincadeiras onde me sinta livre.
Eu sou grande e alto, mas no fundo ainda me sinto como criança.
Hoje com 30 anos, tenho uma dificuldade enorme de me reconhecer adulto, embora viva como um, haja como um, trabalho e realizo como um adulto, mas no fundo sou um menino.
E reconheço essa meninice na minha maneira de sentir.
Eu não sinto como um adulto.
Eu sinto como criança.
Sinto de verdade.
Sinto com intensidade.
Eu amo como se deve amar, sem reservas, sem limites, sem mentiras.
Eu não sou bom a todo o tempo, ninguém é.
Eu sou menino de pés no chão, que espera a mãe, no portão.
Sou menino tímido que não sabe direito como abraçar o pai.
Sou criança que divide o lanche com o amigo.
Tenho olhar de criança, que demonstra todo sentimento.
Tenho sensibilidade de criança, e choro.
Mas sobretudo, amo como criança, e me entrego aos meus sonhos e ao amor tal qual a  criança que pula nos braços de quem confia, sem medo, sem arrependimentos.
Aquele garoto infantil ainda existe, e eu sinceramente eu espero uma só coisa.
Que ele viva em mim para sempre.

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